Há quase três mil anos os poetas tentam definir a vida e seus temperos, o amor principalmente. Nada se conseguiu em definitivo nesse tempo todo, por isso sempre começamos outro poema e outro e outro...
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Teu braço no meu braço
Estou há dias querendo te escrever algo
Algo de bom-desejo, algo de bem-querer
Mas, faz tanto tempo que não te vejo
Que toda lembrança tua é em mim saudade
Saudade que não trilha caminhos iluminados
Hoje, sou solitário choro a caminhar sobre navalhas
E neste ermo caminho, Cariño
Ando a falar doidamente sozinho
A deixar de rastro o meu sangue basto
Sem o contentamento da tua presença
Sem sentir o teu braço no meu braço.
.
Algo de bom-desejo, algo de bem-querer
Mas, faz tanto tempo que não te vejo
Que toda lembrança tua é em mim saudade
Saudade que não trilha caminhos iluminados
Hoje, sou solitário choro a caminhar sobre navalhas
E neste ermo caminho, Cariño
Ando a falar doidamente sozinho
A deixar de rastro o meu sangue basto
Sem o contentamento da tua presença
Sem sentir o teu braço no meu braço.
.
domingo, 20 de outubro de 2013
Zumbi em novo horário
De todas as besteiras que já vi
De todas as loucuras deste mundo cão
A mais doida é essa que nos faz zumbis
É essa merda de Horário de Verão!
De todas as loucuras deste mundo cão
A mais doida é essa que nos faz zumbis
É essa merda de Horário de Verão!
Canção para ninar meu amor
Dorme amor, amor
Dormir, dormir, dormir
Dorme, querida
A vida é assim
Dorme querida
Cansaço sem ter fim
Vem a noite
Com cheiro de jasmim
Só o vento não dorme
É carícia de cetim
Só o vento não dorme
E me faz feliz assim
Dorme amor, amor
Dormir, dormir, dormir
A vida é assim
Dorme querida
Meu amor é assim
Amor que não tem fim.
sábado, 19 de outubro de 2013
Poemas de palavrões
Li um poema repleto de palavrões
Nada contra
Palavrões merecem vida nas letras
Mas, agridem
São duros, feios e ausentes de lirismo
A poesia,
A social, precisa agredir, transgredir
Costumes
Mas o recurso do xingamento explícito
Ou gratuito
No verso sem sentido, manco, capenga
É nada
É ideia que gira bolsa na esquina, quenga
Uma puta
A vender falso amor barato ao pobre leitor.
Nada contra
Palavrões merecem vida nas letras
Mas, agridem
São duros, feios e ausentes de lirismo
A poesia,
A social, precisa agredir, transgredir
Costumes
Mas o recurso do xingamento explícito
Ou gratuito
No verso sem sentido, manco, capenga
É nada
É ideia que gira bolsa na esquina, quenga
Uma puta
A vender falso amor barato ao pobre leitor.
Crimes da paixão
À Gisele Borges
Nas ruas da cidadeNos bares, até em igreja
E outras coisas de santidade
Há sempre a possibilidade
De um crime escondido
Em olhos passionais
Daqueles que nos atacam
Com punhais, com convites
Para o desconhecido
São criminosos esses olhares
De ocasião
Mas como provar da paixão
Sem cometer delitos
Sem deixar-nos expostos
Aos tiros dos belos olhos?
Suspiros do silêncio
Gosto de ti quando me acompanhas
No namoro da Lua
Quando ficamos ali juntos e em nós mesmos
Contando estrelas
Conversando apenas com os olhos
Que trazem em reflexos imensidões
Como é bom esses diálogos mudos
Tendo como testemunha a Lua
E como platéia pontinhos de luz
Como ontem à noite, no eclipse
Em que conversamos tanto
Com nossos corações
Que até pensei ouvir suspiros
Vindo do mais fundo espaço
Daquele mais profundo silêncio.
No namoro da Lua
Quando ficamos ali juntos e em nós mesmos
Contando estrelas
Conversando apenas com os olhos
Que trazem em reflexos imensidões
Como é bom esses diálogos mudos
Tendo como testemunha a Lua
E como platéia pontinhos de luz
Como ontem à noite, no eclipse
Em que conversamos tanto
Com nossos corações
Que até pensei ouvir suspiros
Vindo do mais fundo espaço
Daquele mais profundo silêncio.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Teus olhos fechei
Gritei teu nome
Gritei
Até ficar sem voz
Fiquei
Teu corpo sem vida
Gelado
Chorei
E teus olhos mudos
Vitrificados
Fechei.
Gritei
Até ficar sem voz
Fiquei
Teu corpo sem vida
Gelado
Chorei
E teus olhos mudos
Vitrificados
Fechei.
Novo Gênero literário - Biografia Suspense
Início da biografia não autorizada de certo sujeito depois da censura - Ele gostava de ver leãozinho na praia e nasceu na Bahia... Mas não era Caetano. Parecido mas não era. Participou da Tropicália, mas não era Caetano. Foi apanhado pela polícia de Santa Catarina portando uns cigarrinhos do capeta, mas não era Caetano, parecido, mas não era....
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Beijos do tempo
Pelos meus dedos escorrem teus cabelos
Densas lisuras
Os beijos do tempo devoram a nós mesmos
Buscam o fim
Tua boca na minha boca é resistência
Quer ficar
Tuas mãos no meu peito são arrepios
Densas lisuras
Teus olhos que se fecham em apertos
Buscam o fim
E minha língua na tua língua em desespero
Quer ficar.
Densas lisuras
Os beijos do tempo devoram a nós mesmos
Buscam o fim
Tua boca na minha boca é resistência
Quer ficar
Tuas mãos no meu peito são arrepios
Densas lisuras
Teus olhos que se fecham em apertos
Buscam o fim
E minha língua na tua língua em desespero
Quer ficar.
Acorda, curtos são os dias
Acordaste em alegria
E deste ao Sol luzes
Bons-dias
Como se este dia fosse único
E me disseste contente
Acorda, acorda
Curta é a vida, curtos são os dias!
E deste ao Sol luzes
Bons-dias
Como se este dia fosse único
E me disseste contente
Acorda, acorda
Curta é a vida, curtos são os dias!
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Oração para afastar chifre e chifrudos
Nesse canto que faço agora
Peço a todos os Santos
De peito e coração
Livrai-nos de toda dor
Da ruína e tentação
Livrai-nos
De mulher do olhar atrevido
Do chifre
Do touro desembestado
Do tiro
Do corno metido a macho
Do choro
Do corno metido a manso
Livrai-nos
Da atrevida, porque é fácil
Do touro, porque não somos tontos
E dos outros dois chifrudos, livrai-nos
Dos maus costumes que eles têm
Para não ganharmos chifres também.
Peço a todos os Santos
De peito e coração
Livrai-nos de toda dor
Da ruína e tentação
Livrai-nos
De mulher do olhar atrevido
Do chifre
Do touro desembestado
Do tiro
Do corno metido a macho
Do choro
Do corno metido a manso
Livrai-nos
Da atrevida, porque é fácil
Do touro, porque não somos tontos
E dos outros dois chifrudos, livrai-nos
Dos maus costumes que eles têm
Para não ganharmos chifres também.
domingo, 13 de outubro de 2013
Floradas de Primavera
Certas coisas me deixam com o olhar macio,
Pronto para poemas exageradamente doces
Cerejeiras floridas na Primavera, ipês multicores
E teus olhos que se alegram com tantas flores.
Pronto para poemas exageradamente doces
Cerejeiras floridas na Primavera, ipês multicores
E teus olhos que se alegram com tantas flores.
sábado, 12 de outubro de 2013
Roupa de defunto
Quando menino
Já usei roupa de defunto
Que o dono da funerária me deu
E um alfaiate de boa alma ajustou
Incomodava-me a roupa de morto
Mas depois pensei
Que aquela era sua serventia
Vestir os vivos
Morto não precisava de muda
Porque aonde estava
Roupa nada significava
Em seu mundo
As almas eram peladas.
Já usei roupa de defunto
Que o dono da funerária me deu
E um alfaiate de boa alma ajustou
Incomodava-me a roupa de morto
Mas depois pensei
Que aquela era sua serventia
Vestir os vivos
Morto não precisava de muda
Porque aonde estava
Roupa nada significava
Em seu mundo
As almas eram peladas.
A cruz de pinho
Quando menino
Com minhas mãos
Já fiz cruz para cemitério
Lixada, bem cortada
Pintada de azul-céu
Disseram-me que era
Para outro menino
Que nunca soube quem fora
Noutro dia, um homem triste
Veio e levou a cruz de pinho
Que seria solitário enfeite
Em terra vermelha reservada aos anjos
Levou a cruz, mas a alma da cruz
Ficou-me sempre no peito clavada
Em solidão, a marcar
A morte daquele menino que fui
E que começava a entender o mundo.
Com minhas mãos
Já fiz cruz para cemitério
Lixada, bem cortada
Pintada de azul-céu
Disseram-me que era
Para outro menino
Que nunca soube quem fora
Noutro dia, um homem triste
Veio e levou a cruz de pinho
Que seria solitário enfeite
Em terra vermelha reservada aos anjos
Levou a cruz, mas a alma da cruz
Ficou-me sempre no peito clavada
Em solidão, a marcar
A morte daquele menino que fui
E que começava a entender o mundo.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Tagarelices do Silêncio
Por ofício das letras
Sou interprete do silêncio
Nada mais pode ser mais tagarela
E revelador do que o silêncio
Acompanhado de gestos
Quase toda natureza fala assim
Silenciosamente
De uma monera
De uma árvore
Da mais simples célula
Aos seres complexos
Tudo pode ser dito no gesto
Por isso entendo essa linguagem
Tão profunda e universal
Que é o nascer dos seres
A resistência em vida
A crueldade da morte
Mas de todos os silêncios
O que ainda carece de tradução
Incompreensível que é
É aquele que vem
Do coração de uma mulher.
Sou interprete do silêncio
Nada mais pode ser mais tagarela
E revelador do que o silêncio
Acompanhado de gestos
Quase toda natureza fala assim
Silenciosamente
De uma monera
De uma árvore
Da mais simples célula
Aos seres complexos
Tudo pode ser dito no gesto
Por isso entendo essa linguagem
Tão profunda e universal
Que é o nascer dos seres
A resistência em vida
A crueldade da morte
Mas de todos os silêncios
O que ainda carece de tradução
Incompreensível que é
É aquele que vem
Do coração de uma mulher.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Adeus à brisa
Mando-te notícias
Por onde eu for
Deixo aqui meu amor
levo comigo pequenas
Miudinhas apenas
Mágoas que tu sabes
Ah, fica com a chave
A mim sem serventia
Sem necessidade
Dá minhas lágrimas
Para os passarinhos
E aos cães pulguentos
Meus ossos que aqui ficam
E aquela árvore que plantei
No dia que te conheci
Aduba com verde e sincera
Verdade, verdade somente
Que para comigo faltaste
Mando-te notícias
Por onde eu for
Será coisa pouca
Recadinhos simples
Palavras breves
Do vento que se esquece
Da brisa que tanto amou.
Por onde eu for
Deixo aqui meu amor
levo comigo pequenas
Miudinhas apenas
Mágoas que tu sabes
Ah, fica com a chave
A mim sem serventia
Sem necessidade
Dá minhas lágrimas
Para os passarinhos
E aos cães pulguentos
Meus ossos que aqui ficam
E aquela árvore que plantei
No dia que te conheci
Aduba com verde e sincera
Verdade, verdade somente
Que para comigo faltaste
Mando-te notícias
Por onde eu for
Será coisa pouca
Recadinhos simples
Palavras breves
Do vento que se esquece
Da brisa que tanto amou.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Partitura da canção estelar
Os poetas são músicos estelares
Todas as noites, a vida inteira
Fazem a leitura da grande partitura
E reproduzem suas sonoridades
São tantas as estrelas
São tantos os seus mundos
De tal sorte, que cada uma
Reclama para si poesias
Não há estrela sem dono
Não há limites no Universo
E a música será eterna
Enquanto existirem poetas
E aquela estrelinha miúda
Que de tão fraquinha em luz
Ninguém dá importância
Faz parte da grande sinfonia
E aquela outra novinha
Brilhante como joia rara
É abertura de nova ária
Música de criança a crescer
E aquel´outra tão minha
Que só pelo céu caminha
É a canção do meu coração
Cantada por triste padecer.
Todas as noites, a vida inteira
Fazem a leitura da grande partitura
E reproduzem suas sonoridades
São tantas as estrelas
São tantos os seus mundos
De tal sorte, que cada uma
Reclama para si poesias
Não há estrela sem dono
Não há limites no Universo
E a música será eterna
Enquanto existirem poetas
Que de tão fraquinha em luz
Ninguém dá importância
Faz parte da grande sinfonia
E aquela outra novinha
Brilhante como joia rara
É abertura de nova ária
Música de criança a crescer
E aquel´outra tão minha
Que só pelo céu caminha
É a canção do meu coração
Cantada por triste padecer.
Carrancas
Dia que me faz carrancas
Em perfeito cinza, quase escuro
Frio como defunto
Parado como cemitério.
domingo, 6 de outubro de 2013
Tralhas de Domingo
Meu Domingo termina cansado
Andei mil léguas em pensamento
E depois de tanto andar naveguei
Pelo mar revolto em antigas
naus
Pensamento vai de remo, vai a pé
Para em porto, no caminho faz fé
Voa também, em infinitas alturas
Leva-me longe e é desassossego
E no início da noite para mim volto
Sou de mim o próprio seguro porto
Onde deposito as tralhas da viagem
Hoje trouxe-me bocados de céu
As ternuras de todos os olhares
E fardos de Esperanças a granel.
Andei mil léguas em pensamento
E depois de tanto andar naveguei
Pelo mar revolto em antigas
Pensamento vai de remo, vai a pé
Para em porto, no caminho faz fé
Voa também, em infinitas alturas
Leva-me longe e é desassossego
E no início da noite para mim volto
Sou de mim o próprio seguro porto
Onde deposito as tralhas da viagem
Hoje trouxe-me bocados de céu
As ternuras de todos os olhares
E fardos de Esperanças a granel.
Destinos
Destino do vento é ventar
Fado meu, Cariño,
E doce desatino é te amar
Por isso canto a ventania
Grito aos quatro cantos
Dessa redonda Terra
O quanto te amo
Paixão e vida minha.
Fado meu, Cariño,
E doce desatino é te amar
Por isso canto a ventania
Grito aos quatro cantos
Dessa redonda Terra
O quanto te amo
Paixão e vida minha.
Santo dia
No Domingo
Todo ócio é bendito
E a benta preguiça
Não é pecado não!
Todo ócio é bendito
E a benta preguiça
Não é pecado não!
Impudica
E aquela palavra que me escapava
Peguei-a pelo rabo
E era tão bela, impudica e grande.
sábado, 5 de outubro de 2013
A Rosa seca
Aquela rosa que roubaste do meu jardim
Hoje é morta
Secou por mau tratos num vaso sem água
Folhas secas
Amor natimorto, belo como rosto de anjo
Anjo morto
Que não viveu para sair pelo céu voando.
Hoje é morta
Secou por mau tratos num vaso sem água
Folhas secas
Amor natimorto, belo como rosto de anjo
Anjo morto
Que não viveu para sair pelo céu voando.
Milonga das mágoas
Pelos currais como gado
Passam porteiras meninos
Crescem na vida largados
São minha gente, amigo
Pelo amor esquecidos
E de corações magoados
Vivem na fome e na peste
Vivem como bicho perdidos
Na solidão das cidades
São minha gente, amigo
A espera de solidariedade
Meus olhos estão cansados
De ver tanto horror espalhado
Pelos homens atormentados
Que na vida inda pouco espero
Do que o viver contrariado
Vou por este caminho afora
Assoviando com o vento
Em mim metendo a espora
Pra ver se desembesto
E fujo do que me apavora.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Pergunta que mata
Coloca brinco, tira brinco
Prova a saia, tira a saia
Um sapato, outro sapato...
E eu ali na taquicardia,
Suando frio, cataléptico
Esperando a mais terrível
E desumana pergunta
-- Bennnhê, de qual você gostou? --
Prova a saia, tira a saia
Um sapato, outro sapato...
E eu ali na taquicardia,
Suando frio, cataléptico
Esperando a mais terrível
E desumana pergunta
-- Bennnhê, de qual você gostou? --
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Tempo de viver
Olha, meu amor, o céu
Num azul menino
Que chama para a vida
Em luz, em felicidade
Olha, amada, o jardim
E o colorido das flores
Lírios branquinhos
Cravos encarnados
Olha essas criaturas
Que vivem sem pensar
No amanhã incerto
Em coisas tão chatas
Vamos, amada minha
A vida é tão curtinha
Que o amor que tenho
Não cabe nela não.
Num azul menino
Que chama para a vida
Em luz, em felicidade
Olha, amada, o jardim
E o colorido das flores
Lírios branquinhos
Cravos encarnados
Olha essas criaturas
Que vivem sem pensar
No amanhã incerto
Em coisas tão chatas
Vamos, amada minha
A vida é tão curtinha
Que o amor que tenho
Não cabe nela não.
Amor selvagem
Tive por ti um amor de bicho
Desses animalescos
Em que se devora a carne
Um do outro, em urros, gritos
Ah, teus dentes devoradores
Afiados pela paixão dos selvagens...
...Até o dia em que nos cansamos
Daquela antropofagia delirante
E cada um foi para seu canto
Mas hoje, longe de tuas garras
Sinto que tu guardas
Pedaços de mim
Partes do meu coração
Que nunca devolveste.
Desses animalescos
Em que se devora a carne
Um do outro, em urros, gritos
Ah, teus dentes devoradores
Afiados pela paixão dos selvagens...
...Até o dia em que nos cansamos
Daquela antropofagia delirante
E cada um foi para seu canto
Mas hoje, longe de tuas garras
Sinto que tu guardas
Pedaços de mim
Partes do meu coração
Que nunca devolveste.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Lembrança e perfume
Tento esquecer-te
Mas quando escuto
Sobre mares profundos
Lembro-me de teus olhos
Sobre coisas ternas
Lembro-me de ti
E o ar... o ar que a tudo envolve
É a mim, desgraçadamente
Tua lembrança e perfume.
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