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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Borduna no graxista
Ó mau poeta graxista
Que desejas
As sedutoras tetas
Que desejas
As sedutoras tetas
Da fama e fortuna
E que usas da lira
Para alisar e dar brilho
A biografias de pulhas
Ladrões ordinários
Famosos por nada
Dos honestos
E que usas da lira
Para alisar e dar brilho
A biografias de pulhas
Ladrões ordinários
Famosos por nada
Dos honestos
És a patrulha
És um farsante
De marca barbante
E mereces na cabeça
Uma borduna!
És um farsante
De marca barbante
E mereces na cabeça
Uma borduna!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Divinos infinitos
No andar pelas noites
Há de se notar a paisagem
Das imensidões pontilhadas no céu
Para se ter a noção exata do próprio tamanho
Há de se notar a paisagem
Das imensidões pontilhadas no céu
Para se ter a noção exata do próprio tamanho
Há de se saber que nos é dado como criaturas
Em humildade de coração
Em humildade de coração
Poder apenas guardar
Nesses nossos pequenos olhos
Grandiosidades, divinos infinitos
E todas as luzes da criação.
Nesses nossos pequenos olhos
Grandiosidades, divinos infinitos
E todas as luzes da criação.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Oração para velório de corrupto
Vendeste tua alma, ó infeliz
Saibas que é para sempre
Para isso não há resgate
Serás vazio eternamente
E teu vil bolso cheio
Jamais comprará para ti
A paz das almas dos inocentes
Que roubaste, que mataste
Em tua corrupta vida, pois é maldito
O dia em que tu nasceste.
Saibas que é para sempre
Para isso não há resgate
Serás vazio eternamente
E teu vil bolso cheio
Jamais comprará para ti
A paz das almas dos inocentes
Que roubaste, que mataste
Em tua corrupta vida, pois é maldito
O dia em que tu nasceste.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Para se saber vivo
O amor te faz vivo
É o atestado de vida de tua alma
Sem o amor e a capacidade de senti-lo
És apenas uma carcaça que respira.
É o atestado de vida de tua alma
Sem o amor e a capacidade de senti-lo
És apenas uma carcaça que respira.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
A escola no jardim
Existiu uma escola sem carteiras, sem TV, sem computadores, sem paredes e até mesmo sem quadro e giz. Mas ninguém reclamava, pois os alunos aprendiam com alegria, seguindo pelo jardim o grande mestre Aristóteles, que ensinava somente uma coisa: pensar.
Para o conforto da alma
Duas coisas que um homem nunca deve se esquecer: a bondade que lhe fizeram e a maldade que ele fez. A primeira para conforto de sua alma e a segunda para repará-la praticando o bem.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
A luz que me alumia
A luz dos teus olhos
É a luz que alumia
Os caminhos meus.
É a luz que alumia
Os caminhos meus.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Cachorra
Penso na gata
Tentando esquecer
Aquela cachorra!
Tentando esquecer
Aquela cachorra!
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Canga de peão
Nunca se acostume
Com essa sina e cangalha de peão
De trabalhar por castigo,
De trabalhar por castigo,
Juntando dinheiro para patrão
E de guardar somente o domingo
E de guardar somente o domingo
Para esfriar os calos das mãos.
domingo, 25 de janeiro de 2015
Humano destino
Guarda en tu corazón
Por lo menos un día en que haya valido la pena vivir
Recuérdate siempre de él, olvídate de las monotonías
Porque recordar es el humano destino
Y aún en infelicidad, podemos en el pensamiento
Recordar la antigua felicidad, y en ella revivir.
Por lo menos un día en que haya valido la pena vivir
Recuérdate siempre de él, olvídate de las monotonías
Porque recordar es el humano destino
Y aún en infelicidad, podemos en el pensamiento
Recordar la antigua felicidad, y en ella revivir.
(Versão para o espanhol de Félix Coronel)
Versos natimortos
Tenho saudades
Dos meus versos que se perderam
E foram tantos que nem sei
Alguns, natimortos, não ganharam papel
Não se vestiram do azul eterno
Porque não trajavam a casaca da academia
Nasceram, deram um suspiro, e seguiram
Eram noturnos versos
Gestados no mistério das estrelas
Viajantes em infindáveis espaços, etéreos
Hoje vão adiante, procuram poeta atencioso
De boa memória e que não os julgue bobos
Ao falarem de coisas simples
Como o arvoredo que canta na brisa
Como o amor empenado que não desempena
Como a vida, que é só isso, vida apenas.
Dos meus versos que se perderam
E foram tantos que nem sei
Alguns, natimortos, não ganharam papel
Não se vestiram do azul eterno
Porque não trajavam a casaca da academia
Nasceram, deram um suspiro, e seguiram
Eram noturnos versos
Gestados no mistério das estrelas
Viajantes em infindáveis espaços, etéreos
Hoje vão adiante, procuram poeta atencioso
De boa memória e que não os julgue bobos
Ao falarem de coisas simples
Como o arvoredo que canta na brisa
Como o amor empenado que não desempena
Como a vida, que é só isso, vida apenas.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Lembrar é humana sina
Guarde em teu coração
Pelo menos um dia que valeu a pena viver
Lembre-se sempre dele, esqueça as monotonias
Porque lembrar é a humana sina
E mesmo em infelicidade, podemos no pensamento
A antiga felicidade recordar e nela revivermos.
Pelo menos um dia que valeu a pena viver
Lembre-se sempre dele, esqueça as monotonias
Porque lembrar é a humana sina
E mesmo em infelicidade, podemos no pensamento
A antiga felicidade recordar e nela revivermos.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Impudicas senhoras
Impudicas e flanantes senhoras
Que ao desfilarem calçada afora
Esfriam a quentura que vai dentro
No vento que deixa a bunda de fora!
Que ao desfilarem calçada afora
Esfriam a quentura que vai dentro
No vento que deixa a bunda de fora!
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Corredor da morte
Sim, temos nossa pena de morte
Para os aflitos nas filas do SUS
Ou largados nos corredores dos hospitais
Que outra pena precisamos mais?
Para os aflitos nas filas do SUS
Ou largados nos corredores dos hospitais
Que outra pena precisamos mais?
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Fiat Lux
Havia trevas sobre a face do abismo
E Deus disse: "Fiat Lux"
E o homem inventou a tarifa elétrica
Uma companhia de fósforos
Os automóveis da Fiat
E o sabonete Lux para lavar sua alma.
E Deus disse: "Fiat Lux"
E o homem inventou a tarifa elétrica
Uma companhia de fósforos
Os automóveis da Fiat
E o sabonete Lux para lavar sua alma.
domingo, 18 de janeiro de 2015
As árvores da Rua das Flores
Vejo as árvores da Rua das Flores
Quando menino, eram tão fracas, raquíticas
Hoje são enormes, tão fortes
Sombreiam meus passos
E escondem o antigo relógio
Mas não o tempo que me escapou.
Quando menino, eram tão fracas, raquíticas
Hoje são enormes, tão fortes
Sombreiam meus passos
E escondem o antigo relógio
Mas não o tempo que me escapou.
Volume morto
Nas desilusões do amor
Pode ser que se esgotem todas as lágrimas
Mas, sempre é possível usar o volume morto.
Pode ser que se esgotem todas as lágrimas
Mas, sempre é possível usar o volume morto.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Meditações sanitárias I
De nada adianta
O mármore no banheiro,
Se da obra obrada
Sempre se tem
O mesmo cheiro!
O mármore no banheiro,
Se da obra obrada
Sempre se tem
O mesmo cheiro!
O soneto adormecido
Dois passarinhos cantam na janela
E o poeta tira as palavras para dançar
Em três versos de passos curtos, um haikai
Mas quando se juntam ao dueto outros pássaros
Na sinfonia para acordar a manhã
Ele dança abraçado aos versos alexandrinos
E traz à vida velho soneto de há muito adormecido.
E o poeta tira as palavras para dançar
Em três versos de passos curtos, um haikai
Mas quando se juntam ao dueto outros pássaros
Na sinfonia para acordar a manhã
Ele dança abraçado aos versos alexandrinos
E traz à vida velho soneto de há muito adormecido.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Planetas perdidos
Procurou o amor verdadeiro a vida inteira
E hoje, ao ver o relatório da Nasa
Descobriu que nos planetas perdidos
Certamente, seu amor lá se encontrava.
E hoje, ao ver o relatório da Nasa
Descobriu que nos planetas perdidos
Certamente, seu amor lá se encontrava.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Deus não tem religião
Deus não está só em tédio nos céus
E não é esta falsa divindade de intolerância das crenças
Pensando bem, Deus nem tem religião
Deus está agora do teu lado e se faz amor no teu coração
É Ele que te abraça como abraça a Terra o Universo todo
Deus é piedade, é alívio das humanas dores, é comiseração.
E não é esta falsa divindade de intolerância das crenças
Pensando bem, Deus nem tem religião
Deus está agora do teu lado e se faz amor no teu coração
É Ele que te abraça como abraça a Terra o Universo todo
Deus é piedade, é alívio das humanas dores, é comiseração.
Com o tempo que tenho agora
Com o tempo que tenho agora
Faço o que tem que ser feito
Pois essa vida guarda um defeito
Acabar sem nos avisar a hora.
Con el tiempo que tengo ahora
Faço o que tem que ser feito
Pois essa vida guarda um defeito
Acabar sem nos avisar a hora.
Con el tiempo que tengo ahora
Con el tiempo que tengo ahora
Hago lo que tiene que ser hecho
Pues esta vida tiene un defecto
Acabar sin avisarnos la hora.
Hago lo que tiene que ser hecho
Pues esta vida tiene un defecto
Acabar sin avisarnos la hora.
(Versão para o espanhol de Félix Coronel)
domingo, 11 de janeiro de 2015
Estou de saudade nova
Estou de saudade nova
Soube disso no aeroporto
Quando senti minha alma
Ganhando asas junto a ti.
Soube disso no aeroporto
Quando senti minha alma
Ganhando asas junto a ti.
Sob o Sol, no cabo da enxada
Quem já puxou um cabo de enxada
Ombro a ombro com irmãos iguais a si
E sob o Sol, do duro eito tirou todas as riquezas
Sabe que a honestidade para o povo brasileiro é regra
E que roubo é coisa de vagabundo que deve ser preso.
Ombro a ombro com irmãos iguais a si
E sob o Sol, do duro eito tirou todas as riquezas
Sabe que a honestidade para o povo brasileiro é regra
E que roubo é coisa de vagabundo que deve ser preso.
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