terça-feira, 27 de setembro de 2016

É Setembro, linda!

É Setembro, Linda
Faze como as flores do campo
Que se guardaram neste Inverno
E agora se mostram coloridas
Veste tua de alma de cores
Teu corpo com florido vestido
O mundo está por demais cinza
E teu perfume dá vida à vida
Dá-me vida, Querida.

Caixa de Pandora

Os sonhos a gente guarda no peito. Mas, cuidado com o que tu sonhas. Eles odeiam lugares fechados!

Os estúpidos

Os estúpidos só precisam de uma causa estúpida e de um líder mais estúpido do que eles para uni-los na estupidez. Por isso, este mundo, que se esqueceu da lógica sã, lhes oferece tantas causas, tantos líderes.

Lá vem verso

Não se iluda
Poeta calado
É poema represado!
Tenha certo
Que lá vem verso
Para queimar as gordas nádegas
De quem o cala!

Os maus odeiam

Os maus odeiam cães, gatos, até seus semelhantes
Os maus odeiam a música e a poesia, os crepúsculos, a vida
E outras coisas que dizem de amor e coisinhas doces e simples
Os maus odeiam
E tamanho ódio não cabe numa existência inteira
Os maus a si odeiam e isso faz parte de suas maldades.

Que vida

Que vida esta
Feita de sustos
Tão curta, tão bela!

Vai outono

Vai Outono, vai Setembro, vai dântico fado
Venha a Primavera pintada de tintas vivas
E suaviza essas paisagens tiranas
De desolação, tristeza e guerras
Venha, algo há de ser belo aos olhos do homem
Ainda há de nascer uma flor em seu peito de pedra.

Briga com os versos

Fiquei dois dias brigado com os versos
E, em motim, esses rebeldes tiram-me o sono
Não se querem presos em mim
Que algazarra, que tortura desses insurretos
Não mais resisto, ei-los, aqui os declaro libertos!

Na Régis

Todo dia na Régis Bittencourt
Todo dia uma reza
Para reforço na guarda dos anjos.

Carícias da luz

A luz do Sol te acaricia e acorda
Um dia, mais um dia, único dia
Sem outro igual: vive, este é o convite!

Dia de dúvidas

Gosto destes dias feitos de dúvidas
Há frio, há calor, Sol desconfiado... Chuvinhas... Chuvas
Inconstantes, imprevisíveis como a vida.

Teimosa

O canto do sabiá te saúda pela janela
Ipês doirados, violetas, primaveras...
Mas disso tudo, o importante
É que aquela florzinha, tão mirradinha
No duro asfalto, em teimosia vingou.

Sabiá surpreseiro

Senti e experimentei, nesta manhã
A alegria de Francisco, a fé de Francisco
Quando um pássaro, um miúdo pardal
Desceu sobre a minha mesa
E das minhas mãos, dividiu comigo o pão
Olhei para o alto, para o Sol, nosso irmão
E lhe agradeci, neste primeiro dia de Primavera
A sua luz, a esperança que me trouxe aquele pássaro
E a poesia singela de tão surpreseiro gesto.

Flor defunta

A flor do ipê cai, morre e, mesmo defunta
Ainda encontra beleza
Para enfeitar a rua e nossos olhos.

Segredo

O único segredo seguro do mundo é aquele que nem teus olhos sabem; se souberem, eles te traem!

A boa Mariquinha

A roliça Mariquinha, boa de carne, boa de curvas
Ganhava a vida torcendo pescoços
Era só chegar gente pra jantar no sítio
Que lá da cozinha vinha a ordem
"Pega uma galinha no galinheiro!"
Mariquinha era uma mestra em sua arte
E alguns minutos depois
Lá estava o pobre bicho de pescoço mole
Todo depenado a cumprir o destino
Ditado pelas macias mãos da boa moça.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Aos lacaios sabujos

Neste mundo, a única liberdade que existe é a de pensar
Perdê-la ou vendê-la é tornar-se escravo, serviçal capacho
Se teus pensamentos, atitudes e ou comportamentos
São guiados por líderes de seitas, gurus de consultório, políticos...
És escravo, não és livre, és um lacaio sabujo
Que se alimenta dos restos que caem da mesa dos que te usam.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Mercadores do nada

Eia, mercadores da comunicação perecível e sem sal!
Da futilidade necessária!
Da inutilidade necessária!!
Da verdade desnecessária!!!
E que te ensinam como preencher o vazio com vazios!!!!

Macaquice

Das velhas expressões esquecidas
Há a macaquice
Ato de imitar o ridículo e se fazer ridículo.

Vesgo e depenado

Quem tirou as penas das asas do teu anjo, anjo meu?
Quem fez do teu anjo cupido um vesguinho, anjo meu?

Tanto

Amo-te tanto e tanto te amo
Que sinto até ódio
Deste amor que sinto tanto.

A medida

Deus é a medida de todas as coisas
Deus é Amor
E o Amor é a nossa medida.

Cérebro gourmet servido para sujeitos de quatro patas

A lógica honesta por si só busca a verdade
Por isso sempre tem como princípio a verdade
Mas há lógicas que partem da mentira
A dos cães cínicos e a dos umbigos dos sofistas
Armadilhas para arrebanhar homens em seitas
Mas de todas as lógicas uma se faz a mais terrível
É a lógica dos parvos, simplória e estúpida
Que procura na loucura das multidões-manadas
Destes nossos medonhos e apressados dias
Construir verdades de hospício
Como provar que um cavalo é um pato
E que os espelhos dos homens são os jumentos
Assim, os patos grasnam em rotinas estúpidas
Pastam capim gourmet, vivem no curral dos shoppings
Relincham e dão coices no ar ao ouvirem sons sem sentidos
Seguem a moda e compram sempre quatro sapatos
Porque todo pato moderno pensa ter quatro patas
Depois, em comícios, urram como jegues frenéticos
Emburrecidos pelos líderes da lógica dos néscios
E exigem participar daquilo que não participarão
Dos insanos banquetes da inépcia e do mau gosto
Em que serão servidos seus gratinados cérebros.

Ballet

A dança é a poesia do corpo
É a alma em movimento.

Sono da eternidade

Viventes da preguiça que dormem até mais tarde
Acordem e vivam muito
Pois para dormir, teremos a eternidade!

O falar mudo dos corpos

Curitiba, Rua das Flores
Frio, estrela brilhante no Céu
Chope escuro nos copos
O falar mudo dos corpos
E a luz quente dos teus olhos.

A foto

Vi a foto, afinal sou um editor de jornais e livros
E a imagem abraçada ao texto é a minha realidade...
Vi a foto, era um menino com o seu uniforme escolar
Pobre de dar dó, na certa queria se encontrar na vida
Mas, antes de tudo, foi encontrado por uma bala perdida.

Quarta dimensão

Vivemos muito pouco tempo para ter o exato entendimento desta quarta dimensão chamada tempo. Por isso, comemoramos a sua passagem, com risos, bolos e velas. Na realidade, isso tudo é para esqueçamos dele, o carrasco tempo, esse sujeitinho que nos diz que não há outra solução a não ser a de procurar efêmeras felicidades enquanto ele passa. O tempo é a ilusão que nos oferece ilusões, mais nada. Precisaríamos viver séculos para entendê-lo um pouquinho mais, mas nem isso ele deixa.

Constatação

O mundo é cão, Sebastião
O mundo é cão, Sebastião...

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Ide

Ide
Amai
Afinal
Que há de melhor para se fazer nesta vida?