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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Instantâneos


Vejo antigas fotografias
Sim, fui mais jovem, criança
Meus amigos também
Eles tiveram os mesmos brilhos nos olhos
Que tive ao sentir as primeiras claridades
Num tempo que já não se conta
Em anos, mas em décadas, séculos

Eis aqui no papel
O que havia lamentavelmente esquecido
Ou só me lembrava em rascunho
Uma festa de aniversário
Um dia qualquer num Verão qualquer
Em que se passeava aos domingos
Pelas ruas e praças da cidade
O antigo amor em sorrisos
O tio sorridente e embriagado
A tia que realmente ficou pra titia

Quantas histórias, meu Deus,
Nesses momentos em que almas
Ficam registradas em luz
Nos instantâneos do tempo
Mesmo aquelas que já se apagaram.