Que enfado! Que amofinação!
Repetir a vida a vida inteira
Tirar a remela dos olhos, acordar
Escancarar a bocarra diante do espelho
Lavar os dentes que ruminam afazeres
Todos ainda por fazer
E que se repetem, repetem, repetem
Espero, hoje, algo novo no ritualístico
Caminho que vai da mesa ao sanitário
Talvez, uma música desrotinante, nova
Feita numa escala de doze ou mais notas
Realmente diferente
Para embalar o repetir e a zanga das horas.
