De vez em quando, poeta,
Só para justificar a lida,
Deixe seus versos
Ficarem doentes.
Doentes de amor.
Poeta que disso não fala,
Que sobre o amor não escreve,
Não é poeta, é um escrevente
Arranjador de sílabas.
Tão vazio... Tão demente.
O amor é a poesia.
No verso, na entrelinha,
Mesmo que não aparente
O amor há de ser presente;
Mesmo que desta doença
O poema não experimente.
Copyright © 2005 by Fernando Nandé, poesia, literatura, Curitiba-PR Brazil.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Noites de tempestade
E veio a tempestade...
Os trovões,
Os sons todos
Do céu furioso.
Os trovões,
Os sons todos
Do céu furioso.
Madrugada de terra molhada.
Madrugada de almas aterrorizadas.
Madrugada em que o céu grita.
Madrugada pelo silêncio abandonada.
E veio a calma...
E as breves sonoridades d'água
São o silêncio que pinga entre os pingos d'água.
Madrugada de almas aterrorizadas.
Madrugada em que o céu grita.
Madrugada pelo silêncio abandonada.
E veio a calma...
E as breves sonoridades d'água
São o silêncio que pinga entre os pingos d'água.
É quando volta-me a alma...
Meu coração bate triste, suave e
Minha oração se faz silêncio entre suas batidas:
É o mudo aguardar de outras madrugadas,
Sons, trovões e o terror de todas as mágoas.
Minha oração se faz silêncio entre suas batidas:
É o mudo aguardar de outras madrugadas,
Sons, trovões e o terror de todas as mágoas.
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