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segunda-feira, 12 de março de 2012

Teus olhos, meus olhos


Lembro-me da ternura de teus olhos, meus olhos,
Na infância de nossas vidas.
Olhos tão diferentes dos que hoje me olham, te olham,
Sem maldades, sem cansaços,
Sem embaraços, tristezas e descontentamentos.
Quem nos roubou a luminosidade,
A curiosidade, o prazer dos descobrimentos?
Quem nos fez assim desprovidos de fé
No que tu és, no que sou, em tudo que nos deu alento?


sábado, 3 de janeiro de 2009

O verde de teus olhos

O verde fluorescente
De teus olhos invadiu-me;
Na minha noite: sublime,
Fina luz, completamente.


Fogo quente, incandescente,
Que minh’alma toma e alcança
Do frio da desesperança.

Dá-me deste verde manso
A doce luz do descanso
O verde infindo, esperança.


Dá-me do que queima, a energia,
Quero renascer novamente,
Sair desta triste letargia
Co’a luz verde incandescente
De teu manso amor somente.