terça-feira, 27 de setembro de 2011

Harém de Damasco

Queria estar hoje em Damasco
- Gosto da fruta e gosto do nome -
Não sei se gostaria mais ou menos de ti
Estando em Damasco, comendo damasco
Vendo-te na dança do ventre
No harém em que, por certo,
Tu atearias fogo, por ciúme e ódio de mim,
Deste pobre paxá
- Pudico e circunspecto -
Que só consegue imaginar concubinas
Copiadas de tua nua matriz
Sempre a exalar o mais puro jasmim.

4 comentários:

Ana Coeli Ribeiro disse...

"Que só consegue imaginar concubinas copiadas de tua nua matriz...Que lindo! Fico feliz que tenhas voltado, já andava com saudades dos teus belos poemas.
Luz!
Ana

José Fernando Nandé disse...

Ana, vamos escrevendo até recuperar o tempo perdido!

Ana Coeli Ribeiro disse...

Voltei! Vim reler tua poesia...agora, nem preciso dizer o quanto gosto de "Damasco" Foi a primeira palavra que para mim tnha nome de mistério e beleza,quando criança mimha mae fez cortinas com um tecido vermelho chamado damasco com franjas de seda, eu passava o tempo admirando tanta beleza, daí nome do meu blog. Ah!também gosto da fruta mas só a comheci quando adulta, só falta mesmo um dia conhecer a bela e antiga cidade.
Luz!

José Fernando Nandé disse...

Damasco faz parte da minha infância. Filmes antigos no cinema da esquina!