segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Zanga das horas


Que enfado! Que amofinação!
Repetir a vida a vida inteira
Tirar a remela dos olhos, acordar
Escancarar a bocarra diante do espelho
Lavar os dentes que ruminam afazeres
Todos ainda por fazer
E que se repetem, repetem, repetem
Espero, hoje, algo novo no ritualístico
Caminho que vai da mesa ao sanitário
Talvez, uma música desrotinante, nova
Feita numa escala de doze ou mais notas
Realmente diferente
Para embalar o repetir e a zanga das horas.

4 comentários:

Adriana Antunes Polak disse...

Que delícia esse blog, me esbaldo nas palavras, rimas...

Parabéns!
Bjos.

José Fernando Nandé disse...

Obrigado, Adriana, aproveitei e dei uma passadinha no seu blog. Estou fazendo um link com o meu. Abraço, bjos.

Ana Coeli Ribeiro disse...

Meu querido amigo, andas amofinado com a rotina dos teus dias!!KKKKk Mesmo assim ruminando em poema me fizeste rir. Bem, escute Choppin e os Beatles...Vai passar sua zanga. Adorei!
Luz!
Ana

José Fernando Nandé disse...

Escutando Choppin! Ana, boa dica!