sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Coisas para fazer hoje


Balançar nos pêndulos de seus brincos
Guardá-la em mais um poema de amor
Dar-lhe uma flor, um bombom,
Vários beijos (atrás da orelhinha e se você deixar...)
Fazer tic-tac em seu coração
Deixar as babaquices das convenções de lado
Andar ao seu lado descalço em pleno centro da cidade
Dançar de rosto colado um bolero antigo
Jantar e bebericar um vinho com você e depois amá-la
Tanto quanto for possível
E, depois dormir bem juntinho
sonhando em como dedicar mais um tempinho
A você na minha agenda de todo dia.

4 comentários:

Luciene de Morais disse...

Que carinhoso isso!

José Fernando Nandé disse...

Sim...
E tão antigo...
Do tempo em que o vinho era barato, o jantar idem e que não se corria risco de ter o pé pisado no centro da cidade!Exatamente: 17/04/2000.

Luciene de Morais disse...

Nandé...
Até parece que posso ver o olhar melancólico e um esboço quase triste de sorriso saudoso nesse comentário... como se viver isso pertencesse a um tempo que não pode mais voltar... quase uma descrença racional na veracidade daquelas palavras. E nem faz tanto tempo!

José Fernando Nandé disse...

Do tempo e lembranças

O tempo tem os pés voltados pra frente,
Só as lembranças os têm pra trás.
Necessário é, não mantê-los amarrados no peito, sob pena de não se sair do lugar.
A amargura é uma lembrança que se amigou ao tempo presente.
Encardida, a amargura é a mancha do tempo.
Mesmo lavada com o sabão das lágrimas, fica lá, enfeiando o seu melhor vestido, meu paletó de festa.
A única coisa que podemos fazer é escondê-la com um broche ou um lindo lenço e assim teremos uma amargura enfeitada, como deve ser toda companheira.