sábado, 9 de novembro de 2013

Poema da revolta e rebeldia

Ah, essas revoltas contidas
Que aparecem na juventude
Dos doidos poetas
E que com eles dormem!

Tenho a minha revolta
Que dorme em cama dura
Sobre tábuas frias e estreitas
E que dá rebeldia às letras

Uma rebeldia de eternidades
Passada de mãos em mãos
De caneta para caneta

Poeta é revolta, poesia é rebeldia
Poeta sem revolta é poeta morto
Poesia sem rebeldia é letra morta.

II

Voem livres meus versos e desafiem os hipócritas
Voem livres minhas letras e desfaçam as máscaras
Tirem de todo tirano a pintura da mentira
Sejam denúncia, sejam justiça, sejam revoltas

E tragam para os nossos dias a esperança

Porque a rebeldia nada mais é do que isso
A incansável maneira de se desejar outra realidade
Pois este mundo que foi mal inventado e nos é imposto
É sonho de poucos e de muitos apenas tronco e açoite.


Um comentário:

O Ancoradouro Final disse...

Excelente poema, Fernando.