sexta-feira, 17 de junho de 2011

Tua voz


Suave como tua pele
Ouço a tua voz
Quebrando meus silêncios

Ao ouvi-la aprendi
A interpretar
Teus desejos e vontades

Sei quando tu estás brava
Contrariada com alguma coisa
Em teus agudos trêmulos

Mas, poucas vezes vi em ti
Algum descontentamento
Geralmente, tua voz ri

Ri em compassos bem compassados
Na harmonia que tens com a vida
Amas a vida! Invejo-te tanto!

Noutras horas, tua voz
Calça pantufas, macia, macia
É a tua manha a buscar carinho

Mais tarde sob a Lua, tua voz fica rouca e nua
E me diz coisas inimagináveis, e tão tuas,
Até que, de súbito, te chegues contido grito
Arrastado num delirante gemido entre dentes.

2 comentários:

ana coeli disse...

Teu poema, quebrou meu silêncio...Belo
Luz
Ana

José Fernando Nandé disse...

É que eu não gosto ver ninguém quieto!!!!